domingo, maio 31, 2009

Dados

Sim, paredes, estou viva.
Depois posto algo razoavel.
Mes corrido.
:)

sábado, maio 09, 2009

"E se eu pudesse entrar na sua vida"

"...E se ela um dia despencar do ceu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapeu..."

As vezes me distraio tanto ouvindo a esse trecho, que chego a me questionar se o proprio Chico Buarque consegue entender a profundidade dessas frases. Nao por deficiencia sua, mas por genialidade demais das palavras.
A cada vez que escuto, consigo chegar a pensamentos diferentes sobre a quantidade inacreditavel de constatacoes que essas 3 linhas me passam.
So isso.

domingo, maio 03, 2009

The Clone Wars

Acabei de assistir a “Star Wars: The Clone Wars”, e a decepcao deu lugar a surpresa.

O primeiro filme da serie Star Wars nao dirigido por George Lucas tem claramente o objetivo de atingir outro publico alem do costumeiro fa da serie. O foco eh na acao e humor, tenha isso em mente.

A surpresa (ainda nao decidi se aconteceu pela falta de George Lucas ou o apelo infantil) foram inumeros erros perdoaveis, mas que nunca ocorreram durante os filmes. Proximo ao final, a citacao de “3 formas de vida detectadas” (se referindo a Anakin, Ahsoka e o robo R2-D2) me deu calafrios. Alem do grito de “Oh my God” de um androide ao cair do penhasco. E talvez seja minha idade, mas as piadas relacionadas aos androides de batalha me faziam pensar “como alguem vai explicar racionalmente gritos de medo, constrangimento ao errar nomes (o que ja pede por si so uma explicacao) e crises de arrogancia?”. Sim, porque pelo que me lembro, esses droides eram burros. So gritavam “Fire!” e serviam de cenario. Muito estranho.

O comportamento de Anakin no comeco do filme me lembrou demais a personalidade do Igby, de “Igby Goes Down”. E se seguirmos o pensamento Jedi durante a animacao, chegaremos a um debate mental sobre qual Anakin se aproximou mais do lado negro, o de “Clone Wars” ou “Revenge of the Sith”.

As crises de raiva de Ahsoka durante o filme tambem merecem um comentario. Fiquei boquiaberta com a cena em que ela corta a cabeca de um androide, ensandecida com sua traicao e Anakin sorri se divertindo. Outra coisa que nao saquei foi o “Master Anakin”, dito nao so por Ahsoka, mas por Padme tambem (que esta fidelissima a trilogia, chata e intrometida como sempre).

Fora isso, o filme merece os parabens por ser uma inovacao interessante, e funciona muito bem com o publico alvo e fas menos chatos que eu. Obi-Wan esta impecavel, assim como o divertidissimo tio cafetao de Jabba The Hutt. Jabba, que por sinal, esta menos nojento e mais burro do que costumava ser. Palpatine eh a personalidade do filme, so aparecendo em momentos necessarios e fazendo o que tem que fazer com classe. Palmas para ele. Yoda, para variar, nao faz nada de util. Belo contraste, nao?

Uma personagem com pouca importancia explorada no filme foi Assaj Ventress, o que eh uma pena. Poderia ter sido melhor utilizada.

Apos isso tudo, alguns comentarios:

- O tom de azul do sabre de luz de Anakin eh um pouco mais escuro que o de Obi-Wan, o que nao acontece nos filmes.

- O ator Ian McDiarmid deveria processor os animadores pelo terrivel nariz colocado em Palpatine/Darth Sidious.

- Como Padme engravidou? Quero dizer, nunca a vejo com Anakin… e duvido que ele venha dormer em casa durante a Guerra, que so termina no comeco do episodio 3, em que ela conta estar gravida. Muito estranho… abre o olho, Lord Vader!

- O que nos leva a outra pergunta: Como Anakin aguenta? No lugar dele eu tambem fugiria da Padme, mas vamos la, Jedi ou nao, ele ainda eh humano…

- Ahsoka Tano, futuramente conhecida como musa dos hentais de Star Wars e celebridade dos pedofilos. Meu, que roupa eh aquela? E com aquela personalidade? Deus queira que Marcelo Camelo nunca assista a esse filme.

- A cada filme de Star Wars que vejo chego a conclusao que a idade so fez bem a C3PO. Nao que ele seja agradavel na trilogia original, mas desde o Episodio 1 ele se tornou IN-SU-POR-TA-VEL.

- E por ultimo, mas nao menos importante: onde o conde Dooku arrumou aquele capuz na capa (que por sinal ele nao tira desde o episodio 2). Alias, voce ja tinha visto uma capa como a dele com capuz? Deixa o Batman descobrir essa, amiga…


sexta-feira, maio 01, 2009

Som

Descobri ha alguns minutos que tinha o sonho de fazer um post sobre musica. Poderia ser mais completo e longo do que este sera, mesmo que termine com 80 paginas. Vamos la.
Queria postar aqui sobre som, claro, mas em especial 3 musicas que me fazem sentir diferente. Pela letra, musica, entonacao do cantor, o que quer que seja, as considero perfeitas (dentro do meu famigerado conceito de perfeicao). Devem haver muitas mais assim, nao se enganem. O que falta eh conteudo musical mais amplo. A mim.

A primeira (nao ha ordem) eh Beatriz, letra de Chico Buarque, e curiosamente, quando eh cantada pelo autor, soh perde em ruindade para a versao possuida e homicida da Ana Carolina.
(sim, vamos de link outra vez)
www.youtube.com/watch?v=ijslD3bfsbk
Essa eh a versao de Milton Nascimento, a melhor versao (opiniao). Mas, mesmo sendo a melhor, nao eh perfeita. Essa eh a grande graca de "Beatriz". Eh uma musica tao complexa, talvez nao tanto quando falamos de som, mas a letra, a estrutura psicologica para entonar perfeitamente a genialidade que esta ali a complicadissima. Na letra temos frases geniais, de um profundidade entendida por poucos, e o conformismo, fazendo critica e solidarizando, eh o que mais me identificou ali. Alem do nome, o meu preferido. Meus trechos preferidos estao no fim da musica.
Ah, e um detalhe interessante: a nota mais alta acontece com a palavra "ceu", enquanto a mais baixa com "chao". Como cantor, suas letras sao geniais Chico. Um dos meus idolos.

Vamos para a segunda...
Me refiro a "Trem das Sete", Raul Seixas, e duas versoes sensacionais. A primeira, e provavelmente a melhor: www.youtube.com/watch?v=JTaim6jUio8. Qualquer musica cantada por ele tem algo contraditorio, ofensivo a alguns, e ao mesmo tempo uma cumplicidade incrivel. Nessa musica em especial, uma paz fantastica, uma paz pessismista, mas nem de longe deprimente. A letra nao precisa fazer sentido.
A segunda versao eh de Ze Ramalho, outro genio, e como tal, piada no Brasil: www.youtube.com/watch?v=jaCvetGiLEw&feature=related (me perdoem, foi a melhor versao que encontrei no orkut, mas nao se trata da versao dele do cd "Canta Raul Seixas", essa sim, incrivel).

A terceira, eh da quase-cliche banda Rammstein, mas que nao deixa de ser fantastica por isso. Me refiro a musica "Sonne": www.youtube.com/watch?v=fTD8hbXgMW0. Nao prestarei uma ofensa a genialidade da cancao postando qualquer tipo de traducao.
O clipe eh o unico caso que conheco que eh tao perfeito quanto a musica, embora nos leve a temas e pensamentos diferentes dos que teriamos se soh estivessem ouvindo-a.
A critica, o pessimismo, e ao mesmo tempo a nao-depressao estao presentes nas 3 musicas que citei. E essas, sao os maiores exemplos que conheco desse sentimento nao batizado ainda.
Mas voltando a "Sonne" a harmonia da violencia (o contraste foi proposital) com a razao, coisa que so vi em pouquissimas bandas ate agora, de todas as geracoes, e Rammstein, apesar de ter partido para o marketing, sempre conseguiu fazer isso, e eh marca em outras musicas, como Stein um Stein por exemplo.

Se deixei musicas de fora? Claro. Mas nao deixarei de citar "O Teatro dos Vampiros" e "Serenissima" (Legiao Urbana), "Ectasy" (Black Lab), "Avohai", "Banquete de Signos", "Kriptonia", Vila do Sossego e "Jardim das Acacias" (Ze Ramalho), "Audience of One", "Paper Wings", "From Heads Unworthy", "Hairline Fracture", "Heaven Knows", "The Good Left Undone" e "Everchanging" (Rise Against), "Le Vent Nous Portera" (Noir Desir) "Da Lama ao Caos", "Um Satelite na Cabeca" e "Maracatu de Tiro Certeiro" (Chico Science) "Vida Louca Vida" e "O Tempo Nao Para" (cantadas por Cazuza) e 60% de toda a obra de Raul.
E devo dizer que "Aluga-se" de Raul Seixas soh nao entrou nas "3 mais" acima porque estou deprimida demais neste momento para o tipo de genialidade do deboche de Raulzito.
;)